SARASWATI 2.0 – Identificação das Melhores Tecnologias Disponíveis para o Tratamento Descentralizado de Águas Residuais e Recuperação de Recursos
O projeto SARASWATI 2.0 tem como objetivo identificar as melhores tecnologias disponíveis e economicamente acessíveis para o tratamento descentralizado de águas residuais, promovendo simultaneamente a recuperação e reutilização de recursos e energia em áreas urbanas e rurais. O projeto responde ainda ao desafio da monitorização em tempo real e da automatização destes sistemas. O projeto SARASWATI anterior demonstrou que muitas estações descentralizadas de tratamento de águas residuais na Índia não apresentam um desempenho adequado e que apenas um número reduzido de instalações consegue cumprir os requisitos ambientais mais exigentes propostos pelo Governo da Índia em 2015. Em muitos casos, nem sequer foi aplicada a tecnologia mais económica disponível que assegura o cumprimento mínimo da legislação, o que tem contribuído para elevados níveis de poluição. Neste contexto, o SARASWATI 2.0 propõe uma abordagem mais flexível ao conceito de Melhores Tecnologias Disponíveis (BAT – Best Available Technologies), adaptando-o às condições locais. Para tal, considera não apenas a eficiência do tratamento, mas também os custos da tecnologia, a sua acessibilidade económica e as características específicas de cada local de implementação. Esta abordagem permitirá identificar soluções mais adequadas e, quando necessário, capazes de cumprir normas ambientais mais rigorosas. O projeto prevê a implementação de dez tecnologias-piloto em sete estados da Índia, demonstrando uma maior capacidade de remoção de poluentes orgânicos (BOD e TSS), nutrientes (especialmente azoto), micropoluentes orgânicos e agentes patogénicos. Todas as soluções-piloto incluem mecanismos de recuperação de recursos, promovendo os princípios da economia circular, e serão sujeitas a uma avaliação abrangente do seu desempenho, complementada por uma análise de sustentabilidade baseada nas mais recentes normas ISO. Além disso, serão desenvolvidas e testadas estratégias de automatização e controlo adaptadas às condições reais de operação, tendo em consideração a presença dos operadores, bem como o seu nível de conhecimentos e experiência. Os resultados permitirão identificar e recomendar as tecnologias mais adequadas para o contexto indiano.